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Das 655 mil declarações processadas em Pernambuco este ano, 31,4 mil apresentaram irregularidade, isto é, caíram na malha fina.A gerente de IR da MG Contécnica, Juliana Fernandes, sugere que o cidadão acompanhe o processamento de sua declaração. “Pode acontecer de você não acompanhar e receber um auto de infração por não retificar a declaração que estava na malha fina”.
São dois tipos de malha, de acordo com o delegado adjunto da Delegacia da Receita Federal no Recife, Alexandre Rêgo. Uma questiona o conteúdo da declaração do ano vigente - despesa médica muito alta ou falta de rendimento, por exemplo - e outra faz o encontro de contas (malha-débito). Se a Receita apontar uma inconsistência e o contribuinte concordar, este deve fazer uma retificação da declaração. Acessando a página da Receita, o contribuinte terá acesso às informações. “Se for problema no rendimento, deve ser feita a correção ou ele pode agendar o atendimento no posto mais próximo para apresentar os documentos”.
De acordo com a contadora e presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de Pernambuco (Sescap-PE), Alba Rosa, os exemplos mais comuns na malha são declaração de menos fontes do que as reais, deduções erradas e declaração médica. “Se a pessoa teve câncer ou cardiopatia grave, ela passa a ser isenta de IR. Mas se foi em julho de 2010 e ela deu entrada nos documentos apenas em outubro, a Receita não teve tempo suficiente para ter conhecimento do caso. Assim, é requisitada a comprovação”. Este ano foi instituída a Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED) e todas as clínicas são obrigadas a informar quanto receberam de cada cliente, para a Receita cruzar com o que o paciente declarou. Alba recomenda que o contribuinte arquive documentos durante todo o ano.
| Data: | 12/06/2011 |
| Veículo: | Folha de Pernambuco Online |
| Editoria: | Economia |
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