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Gestão E Liderança: Atitudes E Posturas Que Vão Melhorar Sua Performance

Gestão e liderança: Atitudes e posturas que vão melhorar sua performance

Maurício Caffé, Gerente Operacional da MG Contécnica

Se você deseja saber quais são os indicadores chave de performance no varejo supermercadista, leia o meu artigo anterior.

Eu finalizei aquele artigo, afirmando que fazer um monitoramento constante através dos indicadores chave de performance é muito importante. Mas somente isso não é o suficiente. O que vai garantir os seus resultados, são um conjunto de atitudes e posturas relacionados a gestão do seu negócio.

E quais são essas atitudes e posturas:

1. Pontualidade na produção dos indicadores – A empresa precisa ter acesso, periodicamente aos indicadores que serão monitorados, através de relatórios e análise claras, que serão distribuídos para os gestores.

O líder de uma organização precisa ser rigoroso com a equipe e não aceitar desculpas do tipo: “O relatório de vendas ainda não foi produzido, porque as vendas de um dos caixas não subiu”.

Todos os dias até as 9h00 da manhã, os gestores já devem estar de posse das informações, relatórios e análises, relativas aos indicadores de performance, para que possam tomar decisões e as providências necessárias.

2. Cobrança – Os gestores tem que ser cobrados! Não faz nenhum sentido definirmos um caminho que a empresa precisa seguir e isso não acontecer. Os diretores e gerentes precisam cobrar e serem cobrados.

Muitas vezes a empresa cria um relatório importante, ou um indicador que é chave para o negócio e depois de algum tempo, descobre-se que ele parou de ser produzido e ninguém se deu conta. Isso acontece por falta de cobrança. O que não é importante para você, também não é importante para sua equipe.

3. Matriz de responsabilidades – Para cada um dos indicadores de performance, defina sempre que possível dois responsáveis que serão cobrados simultaneamente.

Exemplo: Cobre a área de operações e a área comercial, pelas vendas. A área de operações enxerga as vendas por loja. Já a área comercial enxerga as vendas por categorias.

Outros exemplos: Cobre a área de prevenção de perdas e a área de operações pelas quebras. Cobre a área de operações e a área comercial pela margem, rupturas e estoques.

4. Reunião periódica – Uma vez por semana, a equipe comercial e de operações, deve se reunir para discutir os resultados passados, avaliar os indicadores de performance e definir as ações futuras.

Essa reunião não pode se transformar numa “máquina de moer carne”, onde as pessoas são cobradas de modo deselegante ou desrespeitoso. Contudo é necessário que as boas performances sejam comemoradas, e a más sejam avaliadas, compreendidas, estudadas, afim de que as áreas comerciais e de operações, possam juntas decidir o que será feito para corrigir os rumos, se necessário for.

5. Alavancas de mudança – Muitas vezes temos um excelente funcionário, que não tem experiência suficiente para promover as mudanças que melhorarão a performance.

Esse funcionário precisa ser ensinado. É papel do líder fazer isso. Àquele que conduz uma equipe cabe ensinar o que deve ser feito, para reduzir os estoques sem gerar rupturas, aumentar as vendas sem reduções no mix de margem, melhorar o fluxo de clientes e fideliza-los etc.

6. Incentivo e punição – A equipe deseja que os bons sejam incentivados e os maus sejam punidos. Isso pode parecer duro demais, mas o seu cliente e o mercado onde você atua, não serão bonzinhos com a sua empresa.

O mercado premia e incentiva as boas organizações dando-lhes mais lucro e mais prestígio. Da mesma forma o mercado castiga as organizações ruins, reduzindo a sua clientela e os seus lucros, ou levando-a a completa extinção.

Implante na sua organização um sistema que identifique as boas performances e premie os bons funcionários.

Se a sua empresa implantar os indicadores chave de performance e adotar as atitudes acima, seus resultados com certeza vão melhorar.

Mas isso é tudo? Ainda não!

Este material deve ser encarado como uma contribuição, pois o assunto é muito amplo e não se pode ter a pretensão de esgota-lo, num artigo curto como este.

E vocês meus amigos, o que acham sobre este assunto?

(Sobre o especialista)

Mauricio Caffé é um Contador apaixonado pelo varejo. Trabalha na MG Contécnica (maior escritório de serviços contábeis do Brasil, com foco no varejo), onde conduz a área de Outsoursing. Já atuou como executivo de grandes varejistas, como: Grupo Pão de Açúcar, Casas Pernambucanas e Grupo Silvio Santos. Gosta de dar palestras na APAS e aulas de Finanças Corporativas na pós Graduação do Senac e na Anhembi Morumbi.

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